Amom apresenta denúncia de uso irregular do 'Cotão' para financiar milícia digital na CMM

O vereador Amom Mandel (Cidadania) se reuniu, nesta segunda-feira (07/11), com a Comissão de Ética da Câmara Municipal de Manaus (CMMM) para oficializar a denúncia de desvio de dinheiro público da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o "Cotão", por parte de outro vereador.


A Comissão, presidida pela vereadora Glória Carrate (PL), se comprometeu a analisar os documentos que embasaram a denúncia, com celeridade e imparcialidade.


"Não é apenas uma acusação, mas uma evidência que deve ser apurada. Na minha opinião, nós temos elementos suficientes que configuram uma possível quebra de decoro. A própria acusação leviana trazida pelo vereador contra mim, como uma tentativa de criar uma cortina de fumaça, também é uma quebra de decoro", argumentou Amom.


Relembre o caso


Segundo dados obtidos na justiça eleitoral sobre a titularidade de perfis falsos utilizados para espalhar fake news, Laryssa da Silva Pinheiro Brasil, que recebeu mais de R$ 50 mil da Câmara Municipal de Manaus (CMM) por meio de duas empresas diferentes, é responsável, pelo perfil “@agora.manaus.am”, condenado pela publicação de conteúdo difamatório e calunioso nas decisões consultadas. O dinheiro foi destinado pelo vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), por meio do “Cotão”. Laryssa tem ligação com outras empresas que também foram pagas pelo vereador para prestar o mesmo serviço. Ao todo, mais de R$ 80 mil foram pagos com dinheiro público para as empresas. A revelação dos mantenedores do perfil falso foi revelada numa ação judicial movida pela deputada estadual Joana Darc (União Brasil).


Em 2021, Rodrigo Guedes protagonizou, ao lado de Amom Mandel, uma série de denúncias envolvendo o “Cotão”, a verba utilizada por Guedes para o pagamento das empresas. Amom foi o único vereador a abdicar totalmente do uso do dinheiro.


Múltiplas empresas


Na análise detida dos dados disponíveis quanto à utilização da verba por parte de Rodrigo Guedes, nota-se o pagamento de duas empresas diferentes com o mesmo nome: Onde. Além disso, também uma terceira empresa, “Safadeza Publicidade e Eventos”, que consta no Portal da Transparência como “Future Serviços”. Duas têm Laryssa como sócia-administradora e a outra tem como sócio-administrador uma pessoa com o mesmo sobrenome.


Texto/Foto: Déborah Arruda


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